Boas práticas de identificação animal: os identificadores visuais Boas práticas de identificação animal: os identificadores visuais : Allflex Brasil

Boas práticas de identificação animal: os identificadores visuais

Pesquisas desenvolvidas ao longo dos anos na área de produção animal vêm mostrando a importância do conhecimento e da aplicação de estratégias de manejo racional dos animais para o crescimento quantitativo e qualitativo do setor.

Boas práticas de identificação animal: os identificadores visuais

Pesquisas desenvolvidas ao longo dos anos na área de produção animal vêm mostrando a importância do conhecimento e da aplicação de estratégias de manejo racional dos animais para o crescimento quantitativo e qualitativo do setor. Dentre tais estratégias, a mais popular e amplamente aceita, atualmente, consiste na obtenção de registros sobre as condições de criação e desempenho dos rebanhos.

 

Sabe-se que fatores como ganho de peso, reprodução, alimentação, produtos (medicamentos, vacinas etc.) utilizados e condições das instalações estão diretamente ligados ao desempenho de rebanhos. Assim, o monitoramento de tais informações faz-se fundamental para a determinação dos procedimentos de manejo, bem como a identificação de pontos críticos do processo produtivo. O registro dessas informações, no entanto, pode ser desafiador se o produtor não contar com um sistema de identificação individual e efetivo dos bovinos.

 

A identificação é, geralmente, realizada por meio de um código único e positivo (combinação de números e/ou letras) que é dado a um determinado animal a fim de diferenciá-lo de outros animais do grupo considerado.

 

Embora o procedimento para identificação de bovinos seja relativamente simples, é necessário determinar uma equipe bem treinada e o uso de instalações adequadas e equipamentos/materiais de boa qualidade.

 

Dentre os métodos de identificação mais comumente aplicados está o identificador visual que, assim como o identificador eletrônico e o bolus intra-ruminal, é extremamente efetivo. Essa ampla aplicação, por sua vez, é justificada pela fácil aplicação e boa visibilidade dos identificadores na forma de identificadores, que devem ser aplicados de forma correta e segura, minimizando os riscos de acidentes e de falhas no processo.

 

Para isso, o pecuarista e sua equipe de trabalho devem estar cientes das boas práticas de identificação utilizando identificadores visuais. Tais práticas estão principalmente relacionadas ao planejamento e organização da aplicação, ao preparo das instalações, à escolha adequada dos equipamentos, à determinação e preparo da equipe de trabalho, à aplicação em si, bem como à cicatrização dos furos.

 

Os cuidados com esses fatores são decisivos para minimizar o principal ponto crítico da utilização de identificadores: a falha na retenção, que pode resultar de produtos de baixa qualidade e de falhas nos procedimentos de aplicação. Segundo dados do ICAR (comitê internacional que avalia os sistemas de identificação para animais – www.icar.org), quando ambos os fatores são controlados obtém-se uma retenção de pelo menos 97% dos identificadores aplicados ao ano.

Embora os procedimentos de aplicação sejam relativamente fáceis de serem controlados pelo pecuarista, sem informações corretas a compra dos identificadores e equipamentos pode ser desafiadora diante da variação de qualidade nos produtos disponíveis no mercado.

 

Importância da qualidade dos identificadores e da forma de aplicação nos animais

Neste ponto, a segurança do pecuarista aumenta por poder contar com a Allflex, empresa líder em identificação animal no mundo. Os identificadores fornecidos pela empresa apresentam todas as características fundamentais de um produto de qualidade, que são: flexibilidade, capacidade de girar livremente na orelha do animal, espaçamento adequado (8 mm) entre as partes “macho” e “fêmea” do identificador, formato que reduz os riscos de enroscar em cercas, resistência à radiação solar e ter números ou letras com boa impressão, que não apagam com o tempo.

 

A partir da escolha do material de qualidade, a preocupação passa a ser com a aplicação de identificadores, que envolve planejamento e organização. O trabalho deve ser feito por pessoas capacitadas, de forma organizada e com cuidados básicos de higiene.

 

Além disso, a época do ano para a aplicação é um fator importante. Recomenda-se aplicar os identificadores nas épocas mais secas e frias do ano para minimizar o risco de bicheiras, perdas de identificadores e sofrimento aos animais. Por outro lado, quando a aplicação é realizada nas épocas de chuva, é recomendada a utilização de antiparasitários para a prevenção de bicheiras.

 

Em relação às instalações para a aplicação, nenhum cuidado especial é necessário, apenas o conhecimento de que quanto mais jovem for o animal, mais fácil será sua contenção e, portanto, mais simples o manejo.

 

Para a identificação de bezerros recém-nascidos, por exemplo, a aplicação dos identificadores pode ser realizada no local do nascimento, por meio da contenção manual com restrição dos movimentos do corpo e da cabeça. Para animais mais velhos, por outro lado, a aplicação deve ser feita no tronco de contenção, prendendo o pescoço, com a pescoceira o mais próximo da cabeça do animal. Em geral, é recomendado ter mais uma pessoa para conter a cabeça do animal, seja com as mãos ou com o uso de um cabresto ou uma corda.

 

É importante destacar que a contenção dos animais deve ser mantida até que o alicate tenha sido retirado da orelha, uma vez que movimentos bruscos podem rasgar a orelha.

 

Feita a adequada contenção, a aplicação deve ser feita com diversos cuidados, que iniciam com a escolha do tipo de alicate aplicador. O equipamento deve ser exatamente aquele recomendado pela Allflex no momento da compra dos identificadores.

 

Antes de iniciar a aplicação, é necessário certificar-se de que os equipamentos estejam em boas condições para o trabalho: o alicate aplicador deve estar limpo, alinhado e a agulha não deve estar solta ou torta.

 

Além da contenção do animal e a organização dos equipamentos, o planejamento do número de animais a serem identificados em cada período de trabalho é fundamental, bem como a presença de toda a equipe, que deve contar com pelo menos quatro indivíduos: um voltado à organização e preparação dos identificadores para a aplicação, dois para a contenção do animal e um para a aplicação do identificador. Outras pessoas também podem ser úteis para a condução dos animais dos currais até o tronco de contenção.

 

É importante destacar que para a aplicação de dois identificadores em um mesmo animal, é recomendado contar com duas pessoas para o procedimento e dois alicates para reduzir o tempo de contenção do animal e o estresse.

 

Como aplicar o identificador

A partir de todo o planejamento, obtenção de equipamentos de qualidade e adequada contenção dos animais, os procedimentos para a aplicação dos identificadores podem ser iniciados. Primeiramente, o identificador deve ser posicionado na parte central da orelha e entre as duas nervuras principais, oferecendo boas condições de retenção e de visualização, como na figura abaixo.

 

Para a aplicação do identificador, o alicate deve ser posicionado em posição vertical (em pé) em relação ao solo, uma vez que quando o alicate aplicador é utilizado na posição horizontal, o brinco é aplicado na ponta e não no meio da orelha.

 

Após a aplicação, os cuidados devem ser com o processo de cicatrização, que ocorre em algumas semanas, visto que nesse período existem maiores riscos de infecções, inflamações e instalação de bicheiras. Estes, por sua vez, podem ser controlados com cuidados básicos e higiene.

 

Dentre esses cuidados estão a limpeza dos equipamentos e identificadores, e a utilização de pastas repelentes de moscas (unguento) nas bases de ambas as partes dos identificadores para a redução de moscas na área lesionada. Em caso de maior incidência de bicheiras é necessário ampliar as ações preventivas, por exemplo, através da aplicação de antiparasitário injetável com ação específica. Em situações de extremo risco de infestação mesmo com os cuidados citados, é recomendado fazer furos nas orelhas dos bezerros aproveitando o momento do manejo de cura do umbigo. Tais furos devem ser feitos exatamente nos locais onde serão aplicados os identificadores. Neste caso, o tamanho do furo é muito importante, e devem ser utilizados furadores com 6 mm de diâmetro.

 

Após a aplicação dos identificadores, alguns cuidados são ainda necessários. Um deles consiste no monitoramento de possíveis sangramentos na orelha do animal, bem como inflamações ou fluidos pegajosos. Animais com estes problemas geralmente coçam ou balançam muito a cabeça e recomenda-se que ficam apartados do rebanho. Deve-se também procurar ovos e larvas de bicheira e, em caso positivo, retirar o identificador, aplicar produto larvicida no local e proceder a limpeza na área afetada. Em casos mais graves, recomenda-se consultar um veterinário para eventuais usos de antiinflamatórios e antibióticos.

 

Com todos esses cuidados antes, durante e após a aplicação dos identificadores, e contando com os produtos e serviços da Allflex, os pecuaristas podem ter a segurança de uma identificação animal de qualidade, obtendo todas as vantagens envolvidas na rastreabilidade efetiva.

 

 

 

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